Princípios - Rodney Mutter B.Sc., D.C. | Doutor em Quiropraxia

Princípios

Meninges

Na prática, os Quiropraxistas focam muita atenção nos 24 ossos móveis da coluna, bem como na pélvis. O Dr. Major Bertrand DeJarnette focou muito de sua atenção nos seus estudos do sistema duralmeningeal e na sua parte na homeostasia. Conforme identificado pelo Dr. DeJarnette, o sistema duralmeningeal consiste das “estruturas membranosas que apóiam o cérebro e a medula espinhal”, e que podem ser identificadas como a Dura-Máter, a Aracnóide e a Pia-Máter.

A Dura-Máter consiste das seguintes membranas intracraniais-durais:

  • Foice do Cérebro
  • Tentório do Cerebelo
  • Foice do Cerebelo
  • Diafragma da Sela Túrcica

Além disto, a dura espinhal desce e tem conexões nos seguintes lugares:

  • Forâmen Magno
  • Anel do Atlas
  • Corpo do Axis – C2
  • Corpo de C3
  • 2° tubérculo sacral

O sistema meníngeo-cranial consiste de duas camadas e tem várias ligações tanto dentro quanto fora do crânio. Uma leitura mais profunda das meninges é aconselhável para um estudo avançado.

Sistema Seios – Venoso

O Sistema Seios – Venoso é suportado pelas membranas durais e é responsável por drenar o sangue do cérebro para a veia jugular interna. Um fluxo sangüíneo uniforme dentro do Sistema Seios – Venoso é muito dependente da integridade da membrana dural dentro do crânio. Distorções dentro da membrana dural causarão uma pressão de refluxo do Sistema Seios – Venoso, que por sua vez ocasionará mudanças na pressão hidrostática, afetando a homeostasia.

O Fluxo e a Função do FCS

O Fluido Cerebroespinhal (FCS) é formado nos plexos coróides dos ventrículos laterais e no terceiro e quarto ventrículos. O FCS tem várias funções, as mais básicas são:

  • Levar nutrientes ao cérebro e medula espinhal
  • Remover toxinas do cérebro e da medula
  • Agir como um agente protetor servindo como “amortecedor” para o cérebro e medula, protegendo contra traumas e compressões.

A Bomba

A bomba consiste de quatro pulsos e é o mecanismo que trabalha para assegurar um fluxo adequado de fluido craniovascular e cerebroespinhal. Os quatro mecanismos dentro da bomba são

1- Mecanismo Respiratório Primário

Este mecanismo pode ser encontrado no útero, também é chamado de impulso craniano rítmico e pulsa entre 12 – 14 vezes por minuto. É um impulso cíclico e rítmico e pode ser determinado em qualquer ponto do corpo. O índice do pulso aumentará ou diminuirá de acordo com patologias.

2- Impulso Cardiovascular

Este é o pulso com o qual estamos mais familiarizados. Pulsa entre 68 – 72 vezes por minuto num adulto saudável e é controlado pelo coração.

3- Mecanismo Respiratório Secundário ou Impulso Respiratório Diafragmático

Este é o nosso pulso diafragmático que pulsa entre 12 – 20 vezes por minuto. Ele se estabelece no nascimento e é controlado pelos pulmões.

4. Observado, mas ainda não identificado

Estes pulsos trabalham em conjunto para manter um fluxo uniforme e constante de FCS e para manter a homeostasia. No caso de um destes pulsos sofrer uma interrupção ou distúrbio qualquer, há sempre três outros mecanismos funcionando para manter o fluxo e proteger o sistema nervoso.

A Pélvis e a Articulação Sacroilíaca

A maior parte das técnicas discutem e tratam da importância da pélvis como a base da coluna vertebral. Uma disfunção da articulação sacroilíaca e de seus componentes cranianos é um dos distúrbios mais repetidos e reconhecíveis que podem ocorrer dentro do corpo humano. Sabendo disto e sabendo como tratar isso, podemos efetivamente guiar cada paciente de volta a sua Amplitude de Adaptabilidade Fisiológica.

A articulação sacroilíaca não tem músculos que lhe forneçam suporte. É mantida e apoiada apenas por ligamentos, tendões e fáscias. Esta superfície articular suporta o sacro, e o sacro é a base de toda a coluna vertebral. O sacro também é o ponto de conexão mais inferior da dura-máter. É devido a isto que os distúrbios ocorridos no sacro terminam por afetar toda a coluna vertebral e o sistema nervoso central. Deve-se enfatizar a importância de manter a pélvis equilibrada, e este deve ser o primeiro passo no tratamento de qualquer paciente. Esta é a premissa para o Sistema de Categorias e Blocos. Uma falha na estabilização correta da pélvis resultará numa pélvis instável, e conseqüentemente qualquer tentativa futura de resolver outra patologia do paciente poderá fracassar.

Uma Estrutura Normal Produz uma Função Normal

A superfície articular da pélvis é dividida em duas partes:

1- A parte sinovial

Este é um mecanismo de inicialização que controla o mecanismo respiratório sacral primário e também a tensão da dura-máter. A superfície articular da primeira parte é lisa e classificada como uma articulação sinovial. O movimento recíproco desta articulação coordena-se com a respiração. Distúrbios nesta parte da articulação levam à Categoria I. Quando a pélvis perde o seu movimento recíproco ela deixa de responder à demanda do corpo por ventilação. Quando falta ventilação para o corpo, o nível de toxicidade intema do corpo aumenta. Este aumento de toxicidade faz com que o corpo inteiro tenha que compensar e as patologias associadas à Categoria I tornam-se aparentes.

2. A parte hialina ou que suporta o peso

Esta superfície articular é classificada como hialina e torna-se imóvel após a idade de fechamento epifisário. Esta parte da articulação é responsável por suportar o peso do humano em todas as posições e, portanto, é altamente proprioceptiva. Distúrbios nesta parte da articulação levam à Categoria II.

A categorização de cada paciente que você examinar é o primeiro e mais importante passo dentro da SOT. A categorização correta lhe permitirá usar as diretrizes corretas em cada visita do paciente, assistindo-o no retorno a sua Amplitude de Adaptabilidade Fisiológica.