Categoria II - Rodney Mutter B.Sc., D.C. | Doutor em Quiropraxia

Categoria II

Técnica Sacro Occipital

A técnica sacro occipital (S.O.T.) é assim chamada devido à relação entre o sacro (base da coluna) e o occipício (base do crânio). Estas duas áreas atuam como pontos de âncora para a membrana (dura-máter) que cobre o cérebro e a medula espinhal. Nesta membrana, e ao redor do cérebro e da medula espinhal, está o líquido cerebroespinhal (Líquor).

No corpo humano ocorre uma função muito especial que é absolutamente essencial para uma boa saúde. Trata-se da circulaçáo do líquor por todo o sistema nervoso.

Um minuto de movimento rítmico regular entre o occipício e o sacro faz com que o líquor circule ao redor do cérebro e da medula espinhal e ao longo de todo o sistema nervoso.

Este é o sistema circulatório do cérebro e da medula espinhal e sua função tem importância vital para uma saúde perfeita. Isto é chamado de mecanismo da bomba do sacro.

As categorias I, II, e III indicam ao quiropraxista os tipos fundamentais de disfunção que ocorrem no corpo humano, ocasionando interferências ao sistema nervoso e deteriorando a saúde.

A Pélvis

A pélvis é formada por um osso triangular chamado sacro. O sacro está rodeado por dois ossos do quadril (os ossos ilíacos), que unem o sacro e a articulação sacroilíaca.

A pélvis está presa por ligamentos em forma de tira que seguram osso com osso. A pélvis é a fundação básica da coluna que suporta o peso do corpo. As articulações sacroilíacas são as articulações que suportam o sacro.
Apesar dos ligamentos serem muito resistentes, também são vulneráveis ao estiramento e ruptura por quedas, síndrome do chicote, lesões esportivas e ocupacionais e por forças gravitacionais que influenciam o corpo.

Grupos Musculares

Os grupos musculares envolvidos na categoria II são aparentemente, músculos que unem as extremidades do corpo com a coluna vertebral, e como tal são suportes que mantêm o corpo em posição reta contra a gravidade.

Estresse

A falha para corrigir a síndrome da categoria I contra o estresse gravitacional, induz o corpo a se adaptar e compensar adicionalmente, causando estresse nas articulações sacroilíacas, resultando na categoria II.

Subluxação de Categoria II

Quando os ligamentos na pélvis se estiram e se rompem, a articulação sacroilíaca separa-se e o sacro desliza para um lado. A coluna torna-se desequilibrada, as vértebras da coluna se desalinham e as raízes dos nervos em torno da medula espinhal podem ficar irritadas e comprimidas, afetando a função neurológica normal.

A separação da articulação sacroilíaca que suporta o peso, como mostra a capa, resulta em desalinhamento recíproco da linha dos ombros e do pescoço, além de ocasionar o desequilíbrio de outras articulaçães que suportam peso como os joelhos, tornozelos e arcos dos pés.

Portanto, os sintomas da categoria II podem ser variados e distantes das proximidades da pélvis, e podem incluir alguns dos seguintes:

  • Problemas de mandíbula
  • Dor no pescoço
  • Dores de cabeça laterais
  • Dor lateral no peito
  • Dor lateral na coxa
  • Hipoglicemia
  • Dor no ombro, braço e mão
  • Dor inguinal
  • Problemas menstruais
  • Dor na parte inferior das costas
  • Problemas de joelho, tornozelos e pés
  • Dor no ouvido, perda de equilíbrio, zumbido

Disfunção Temporomandibular (ATM)

A articulação temporomandibular (A.T.M.) ou a articulação da mandíbula tem uma relação recíproca com a articulação sacroilíaca e portanto confia na estabilidade da articulação sacroilíaca. Durante uma separação sacroilíaca de suporte de peso da categoria II, a articulação temporomandibular mudará sua posição para compensar, podendo resultar em mudanças que afetam a mordida, o equilíbrio, os ouvidos e a posição do pescoço.

Isto sempre deve ser levado em consideração na categoria II crônica.

Prova da Fossa do Braço

A prova padrão realizada pelo quiropraxista a fim de determinar a presença de uma condição de categoria II, é a prova da fossa do braço. A prova utiliza cérebro, braço, ombro e músculos da parte inferior das costas para determinar a habilidade das áreas que suportam peso para responder a uma força adicional (tocar as áreas da virilha). Além de detectar se você tem uma condição de categoria II, o quiropraxista encontrará muitas áreas em diferentes partes do corpo que são sensíveis ao tato. Estas e outras provas servem de indicadores sobre como tratar seu problema.

Correção da Categoria II

A correção da síndrome da categoria II é concluída utilizando o peso do corpo sobre alavancas mecânicas (blocos em forma de cunha) para fechar a articulação sacroilíaca separada.

Você notará uma melhora instantânea na força dos braços à medida que os blocos atinjam seu objetivo.

Suas Responsabilidades

Uma vez realinhado, o corpo necessita de tempo para curar-se e é durante as próximas 8 semanas que você deve cooperar com o quiropraxista para assegurar que o corpo esteja curado o suficiente para passar ao próximo estágio de correção. O quiropraxista o examinará em intervalos periódicos durante este período, mas é predominantemente suas atitudes e atividades que determinarão a rapidez da sua resposta.

No momento em que as subluxações foram ocasionadas por sua inabilidade de se adaptar a um ou mais estresses do seu meioambiente, a cura do seu corpo depende da redução desses estresses, especialmente, aqueles que afetam diretamente a área prejudicada que sustenta o peso.

Cuidado em Casa

  1. Exercício: Visto que o problema é o resultado de uma debilidade do ligamento, um exercício muscular não traria qualquer benefício. Depende do seu quiropraxista aconselhar em que momento o ligamento irá tolerar formas musculares de exercício. Andar, respeitando os limites de bem-estar, é um bom exercício. Sentar ou ficar em pé por longos períodos não é aconselhável. Levantar peso ou curvar-se é prejudicial e deve ser evitado.
  2. Aplicações de frio ou calor: o calor introduzirá mais líquido em uma articulação já inchada e deve ser evitado. Quando a articulação pélvica se separa, o corpo inunda a articulação como medida preventiva. Se a articulação voltasse a sua posição normal neste momento, o líquido não teria para onde ir. O gelo é recomendado para remover o líquido da articulação lesionada e sedar as terminações nervosas.
  3. Dieta: Visto que a condição de subluxação pode afetar as funções supra-renal e pancreática, devem ser observadas certas considerações dietéticas:
    – Evitar o álcool. O álcool destrói o revestimento em torno do nervo e o irrita de maneira adicional.
    – Evitar a cafeína, a nicotina e outros estimulantes que excitem o sistema nervoso.
    – Evitar açúcares e amidos que excitam o pâncreas e as glândulas supra-renais.
  4. Dormir: Escolha um colchão bom e firme, que ofereça pressão desde as nádegas, mas que proporcione apoio à parte inferior das costas e pescoço. As duas melhores posições para dormir são de lado ou de costas.
  5. Suporte: se for necessário um cinturão sacroilíaco, siga as instruções dadas pelo quiropraxista. O cinturão sacroilíaco é designado a fim de minimizar a tensão sobre os ligamentos quando se está em pé e troca-se de posição.